segunda-feira, 13 de abril de 2009

Uma nova sobremesa

Ainda estamos acampados no hotel, comendo fora todas as refeições...  Adivinha uma das opções que o Bruno nos pede?...  Claaaro!
E no McDonalds daqui da Espanha o Mc Lanche Feliz vem obrigatoriamente (humpf) com uma sobremesa.  Pegamos uma que era um pacotinho de maçãs fatiadas (como eles fazem pra não oxidar? Que medo...) e um mini-pacotinho de um tipo de nutella. Hummm, é bom!!
Nós já temos uma sobremesa familiar que se chama "banana tchum-tchum-tchum", que é uma banana inteira acompanhada por  por uma tijela com granulado, para ir chuchando e comendo.  Falei para o Bruno que agora sempre vai ter maçã tchum-tchum-tchum com nutella na nossa casa.  E ele me respondeu: 
- No nosso hoteeeel, mãe, você quis dizer no nosso ho-tel.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Estamos em Madrid!

Vamos ficar por aqui durante 1 ano, por conta do trabalho do Ricardo.

Bruno tem sido fenomenal, paciente e muito forte. Apesar dos dias estressantes e cansativos, ele mantém seu sorriso e seu espírito brincalista.

Uma dose de vitamina energética: hoje eu estava usando a janela para copiar um desenho e o Bruno me perguntou o que eu estava fazendo. Ele se decepcionou e disse:

- Ahhh... achei que você estava desenhando nossa cidade lá fora! Desenha nossa cidade, vai?

Ele já se adaptou ao fuso e chama Madrid de nossa. E eu ainda atordoada...

sexta-feira, 27 de março de 2009

TV e Internet

O Bruno estava fazendo um discurso bem articulado e dramático, gesticulando com as mãos abertas e voz pausada, como um candidato político líder nas pesquisas do ibope.

- Porque na natação os pais ficam olhando os filhos nadando... e isso... é a coisa maaais importante. Depois os pais lavam os filhos para tirar a água da piscina... porque a água da piscina não é água de banho... e não pode colocar na boca... e nem abrir a boca na piscina... e isso... é a coisa mais importante.

O pai perguntou:

- Onde você aprendeu a fazer um discurso tão bonito, Bruno?

E, mais uma vez claramente influenciado pelos desenhos da TV, ele respondeu:

- Na Internet.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Batalha de banheiro

Uma batalha sangrenta é montada no box do banheiro... O malvadão, terrível, está acabando com tudo, aaaaaaahh!...

Agora... qual é o super-vilão?


...É o Senhor Foca!
Sim, senhoras e senhores, o mal está onde menos se imagina!

segunda-feira, 23 de março de 2009

Pressa

Quando o Bruno tinha 2 anos ele já tirava barato da minha cara quando eu tinha pressa. Na hora de ir pra escola, uma vez eu disse "entra, entra no carro, rápido, rápido!". Ele sentou na cadeirinha, começou a agitar pernas e braços e disse "ápido, ápido!".

Numa outra vez, também com 2 anos, levei ele correndo para a casa de sua avó. Depois ela me contou que ele lhe disse:
- Bruno não tem pressa. Só mamãe tem pressa.

E um dia desses lembrei desses dois momentos quando ele estava tomando banho. Eu estava dando as instruções para ele se lavar:

- Vai, Bruno, lava o braço, o ombro, o pescoço, debaixo do braço...

E ele, com o sossego próprio de sua natureza, disse:

- Calma, mãe. Eu tenho 4 anos, eu não consigo pensar tão rápido!

sábado, 21 de março de 2009

Preto

Bruno fez amizade instantânea com um cachorrinho do sítio de meus pais e o batizou de Preto. Nos fins de semana, a primeira coisa que ele fazia era ir vê-lo.


Só que um dia Preto não apareceu. E Bruninho conheceu pela primeira vez a dor da perda de alguém querido, chorou por quase 1 hora, soluçando e me perguntando todas as dúvidas que ele tinha sobre a morte. Seu coração só se acalmou depois que rezamos em frente ao oratório de meus avós e lhes pedimos para tomar conta de Preto.

Uns dias depois Bruno perguntou se quando viajarmos de avião poderíamos ver o Preto no céu...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Comendo com medo?

Um papo de doido.
Eu e o Bruno estávamos no térreo esperando o elevador chegar, ele mordiscava um pãozinho, quando ouviu um grito e disse:

- Ai, que medo!

Logo o moço do grito apareceu e todos entramos no elevador. Ele perguntou para o Bruno:

- Tá com medo de quê?

Como o moço falou meio rápido, meio baixo, meio truncadinho, ele não entendeu:

- O quê?

- Tá com medo d'quê?

- Tô comendo pão.

- Mas por que você tá com medo?

- Porque eu tava com fome, ué.